Departamentos
DEPARTAMENTO DE CIRURGIA BARIÁTRICA E METABÓLICA
-Nutrologia
-Psicologia
-Fisioterapia
-Nutrição
-Enfermagem
DEPARTAMENTO DE GASTROENTEROLOGIA E CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO
- Cirurgia Videolaparoscópica
- Gastroenterologia clínica e Cirurgica
- Procedimentos Diagnósticos
Nutrologia
1- O que é Nutrologia?
Nutrologia é a especialidade médica que tem a finalidade de prevenir e tratar as doenças relacionadas com a alimentação e orientar hábitos saudáveis de vida com o intuito de evitar doenças nutricionais, tanto pelo excesso quanto pela escassez de nutrientes.
2- Como é a atuação do médico nutrólogo?
O médico especialista em Nutrologia interage com praticamente todas as outras especialidades médicas, uma vez que desde o nascimento até a morte o ser humano necessita de alimentação para a sua existência. Antes mesmo do nascimento a dieta materna já influencia em nosso desenvolvimento. Por esse motivo, há uma estreita interface entre a Nutrologia e todas as outras áreas médicas, onde o nutrólogo participa das decisões sobre as terapias nutricionais, identifica os indivíduos em risco nutricional e realiza o tratamento das doenças nutricionais.
3- Quais são as doenças nutricionais mais freqüentes?
Houve uma modificação nas últimas décadas no mundo em relação às doenças nutricionais, passando de síndromes carenciais, num cenário de escassez de alimentos, para um excesso de nutrientes, levando a uma epidemia de obesidade. Com a obesidade, cada vez mais freqüente nos dias atuais, elevam-se as chances de desenvolvermos doenças crônicas como Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial Sistêmica, Dislipidemia, Infarto Agudo do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral. Portanto, a atuação na prevenção e tratamento da obesidade é fundamental.
No outro espectro das doenças nutricionais encontram-se as carências de nutrientes e vitaminas, ocasionadas pela restrição alimentar ou pela falta de ingestão de alimentos específicos, como frutas e alimentos naturais que nos fornecem a grande maioria dos nutrientes essenciais para nossa saúde.
Tire suas dúvidas, cuide da sua saúde, com hábitos saudáveis de alimentação e exercícios físicos regulares.
Psicologia
O tratamento da obesidade mórbida é um processo que não inclui apenas a cirurgia, deve ser acompanhado por uma mudança no jeito de viver. Mas modificar o jeito de viver nem sempre é fácil. Transformar significa mexer em um sistema que, até agora, estava acostumado a se equilibrar de uma determinada forma e por isso, causa desconforto, implica em abandonar costumes antigos e desenvolver novos potenciais. E é isso que acontece durante o processo da cirurgia da obesidade. Através do exercício da reflexão e de um olhar treinado para observar aspectos desconhecidos da nossa personalidade, conseguimos nos dar conta de como e por que funcionamos de determinada maneira, sabendo quem somos, conseguimos nos transformar com mais facilidade.
Consiste em acompanhar o paciente, esclarecendo possíveis dúvidas frente ao procedimento, desmistificando medos, angústias, fantasias, expectativas.
“Todo momento de mudança pode e deve ser encarado como uma oportunidade para crescer”.
Fisioterapia
A cirurgia bariátrica tem sido crescentemente utilizada para o tratamento de paciente com obesidade mórbida. Apesar de seu consagrado benefício quanto à redução de peso, aumento na longevidade e promoção da qualidade de vida, é cercada de potenciais complicações, dentre as quais as doenças respiratórias. A prevenção e o manejo destas complicações em nível hospitalar requerem condutas embasadas cientificamente, envolvendo a área da pneumologia e da fisioterapia.
Qual o papel do fisioterapeuta na minha recuperação pós-cirúrgica?
A abordagem fisioterápica é realizada no primeiro contato com o paciente após a cirurgia, na sala de recuperação. Prossegue com o acompanhamento do paciente até o leito de internação, onde recebe orientações quanto ao posicionamento, saída do leito e deambulação precoces. É também orientado a realizar exercícios respiratórios para promover a expansão pulmonar, em especial com exercícios ativos e com inspirometria de incentivo. Finalmente, o tratamento fisioterápico assiste na remoção de secreções pulmonares, e estimula a realização de exercícios de membros inferiores e deambulação.
Nutrição
A prevenção é a melhor solução para todos os problemas e o papel do nutricionista é antes de tudo, auxiliar o paciente na detecção de seus maiores problemas e dificuldades correlacionadas com alimentação e buscar alternativas e soluções. Durante o tratamento o paciente é parte ativa do processo e o sucesso está intimamente relacionado com o grau de comprometimento e compreensão de todo o conteúdo. Além disto, acredita-se que uma mudança no comportamento alimentar, baseada em um processo de aprendizado, é a forma mais efetiva para que esta mudança seja sustentada.
Enfermagem
É fundamental a participação de uma equipe multidisciplinar onde todos tenham conhecimento das alterações provocadas pela obesidade e que possam auxiliar e motivar o paciente para o tratamento adequado, uma vez que a cirurgia atua na conseqüência da doença obesidade (peso) e não na sua causa. Cada profissional fica responsável por uma parte do tratamento, fazendo com que os cuidados sejam mais intensivos e os resultados mais rápidos, sendo que o enfermeiro tem dupla função: garantir a eficiência técnica no peri-operatório e atuar como elo facilitador entre os profissionais, o paciente e familiares.
O enfermeiro que participa do atendimento ao paciente obeso tem papel primordial no ensino desse paciente. O paciente obeso tem dificuldade de adesão ao tratamento, apesar de ter vontade de emagrecer. O enfermeiro, conhecedor desse perfil do paciente obeso, deve planejar e implementar estratégias para possibilitar a efetiva participação do paciente e família e a promoção do sucesso da cirurgia. Para tanto, o enfermeiro deve conhecer as propostas cirúrgicas, as vantagens e desvantagens e participar da equipe multidisciplinar que assiste o paciente e família. Explanar de forma clara e concisa a este paciente todas as orientações pré-operatórias necessárias para se obter um bom entendimento e seu restabelecimento o mais breve possível.
O período pré-operatório é o propulsor de uma adesão ao tratamento proposto e o enfermeiro participa ativamente desse período. Ele é o responsável, 24 horas por dia, da orientação, do cuidado e até do incentivo para que esse paciente consiga superar as etapas, muitas vezes penosas e desgastantes, a que o paciente será submetido. Neste contexto é que o enfermeiro deve atuar, mostrando seus conhecimentos técnico-científicos, a fim de que possa fazer com que o paciente bariátrico absorva o maior número de informações específicas e para que estas informações possam ser revertidas em seu benefício e recuperação o mais breve possível.
O enfermeiro deve estar atento a este novo campo de atuação, buscando formação específica e assim concretizando uma atuação com bases científicas na equipe interdisciplinar, pois este tipo de atuação tende a ser cada vez mais presente em nosso meio.
Pré-cirurgia
A mudança do hábito alimentar é fator imprescindível para a perda de peso, assim como para a manutenção desta perda. Desta forma, podemos dizer que independente da causa ou tipo de obesidade, a reeducação alimentar é fundamental, devendo estar associada a um adequado programa de atividade física. Através de alterações simples e práticas o paciente gradativamente conscientiza-se e prepara-se para as mudanças que seus hábitos alimentares irão sofrer. O objetivo principal é treinar o paciente a comer devagar, mastigando bem os alimentos, mastigando bem os alimentos, em pequenas porções e estar motivado a uma escolha com qualidade. Este processo facilitará o pós-operatório, evitando desconfortos e favorecendo a perda de peso saudável, principalmente a massa gorda.
Pós-Cirurgia

Os primeiros dias de pós-operatório, o paciente passa por três períodos: dieta líquida, cremosa evoluindo para pastosa. Ao final deste período, torna-se possível uma evolução gradativa para os sólidos. Orientado pelo nutricionista o paciente passa a ter uma alimentação “normal”, com volume reduzido e melhor qualidade. Neste momento os pacientes percebem de forma bem significativa uma baixa sensação de fome associada a uma saciedade precoce, o que auxilia muito no processo. Uma dieta mal conduzida pode acarretar uma série de problemas, dentre eles destacam-se as deficiências de nutrientes importantes.
Cirurgia Videolaparoscópica
Cirurgia videolaparoscópica é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva na qual os instrumentos cirúrgicos necessários para o procedimento são colocados na cavidade através de trocartes (tubos) inseridos por pequenas incisões na parede abdominal. Esta técnica permite uma recuperação mais rápida com menos dor no pós-operatório, além de ter melhor resultado estético e proporcionar uma alta hospitalar mais precoce.
A maioria das cirurgias do aparelho digestivo podem ser realizadas por este método, sendo as mais realizadas a Colecistectomia (cirurgia da vesícula biliar), Apendicectomia (cirurgia para apendicite), Fundoplicatura (cirurgia para a doença do refluxo gastroesofágico), Hernioplastia inguinal (correção de hérnias da virilha), Cirurgia bariátrica (cirurgia para tratamento da obesidade), Gastrectomia (cirurgia para tratamento do câncer de estômago), Colectomia (tratamento do câncer de cólon), além de outras cirurgias menos comuns.

- Cálculo de Vesícula
Esta cirurgia é indicada para pessoas que possuem cálculos (pedras) na vesícula com sintomas associados como dor na parte mais superior ou no lado direito do abdome abaixo das costelas, assim como náuseas ou vômitos associados á alimentação. A cirurgia é necessária porque estas pedras podem causar dor recorrente, inflamação da vesícula e até mesmo patologias graves como pancreatite aguda, além de outras complicações. Ela é feita por videolaparoscópica com 3 a 4 pequenas incisões no abdome, tendo geralmente um pós-operatório com pouca dor, recebendo alta 24 horas após o procedimento e retornando ao trabalho em 1 a 2 semanas.
- Hérnia de Hiato ( doença do Refluxo)
É uma doença bastante frequente caracterizada pela ocorrência de sintomas incomodativos como azia, regurgitação de líquido para a boca, dores em queimação na parte superior do abdome, entre outros. O tratamento é necessário para controle dos sintomas e para evitar complicações da doença, que muitas vezes podem ser graves. O tratamento pode ser feito com medicamentos ou com cirurgia. O tratamento cirúrgico da doença do refluxo é indicado principalmente para pessoas que tem a doença e não querem usar medicação por toda a vida e para aqueles que não apresentaram melhora dos sintomas e das complicações com o tratamento medicamentoso.
- Apendicectomia
Geralmente inicia com quadro de inapetência, náuseas e dor na parte superior ou central do abdome que em algumas horas migra para o lado direito da parte inferior do abdome. A apendicite aguda ocorre com maior freqüência em adolescentes e adultos jovens, mas pode ocorrer em todas as idades. Seu tratamento é cirúrgico e consiste na retirada do apêndice cecal inflamado. Esta cirurgia também pode ser realizada pela técnica videolaparoscópica, com as vantagens de apresentar menor taxa de infecção de ferida cirúrgica, menos dor pós-operatória e melhor resultado estético.
- Herniorrafias
As hérnias abdominais mais comuns são as que ocorrem na região inguinal (virilha), elas são mais frequentes em homens e caracterizam-se por abaulamento na região inguinal durante o esforço físico, dor ou desconforto local. O tratamento é cirúrgico e pode ser realizado de forma aberta ou por videolaparoscópica, que apresenta melhor resultado estético, menos dor pós-operatória, possibilita a correção de hérnias dos dois lados com as mesmas incisões e proporciona um retorno mais precoce ao trabalho.
Gastroenterologia clínica e Cirurgica
Doença do Refluxo
O que é doença do refluxo?
É a doença que ocorre quando o refluxo de conteúdo do estômago para dentro do esôfago causa sintomas que incomodam o paciente. É também conhecida como doença do refluxo gastroesofágico.
A doença do refluxo é comum?
Sim. Em nosso meio, ela está presente em 10 a 20% da população adulta. Pode também acometer crianças no primeiro ano de vida. No entanto, a maioria dessas crianças se recupera espontaneamente da doença até um ano e meio de vida.
Como posso saber se tenho doença do refluxo?
O sintoma principal é a AZIA, também conhecida entre os médicos como PIROSE. Este sintoma é descrito como uma sensação de queimação que se inicia na boca do estômago e se irradia em direção ao pescoço. A azia costuma ocorrer após as refeições, em especial quando o paciente come demais ou ingere determinados alimentos, como doces, pães, frutas ácidas, cafezinho, chocolate e alimentos gordurosos. Outros sintomas são a regurgitação (retorno de material azedo do estômago para a garganta, após as refeições) e dificuldade para engolir. Quando estes sintomas ocorrem em uma freqüência e intensidade suficientes para incomodar o paciente, suspeita-se da presença da doença do refluxo. Ainda certos podem apresentar tosse, rouquidão, chiado no peito, pigarro e dor no peito.
O que causa a doença do refluxo?
O motivo principal é um mal funcionamento da válvula anti-refluxo que existe entre o esôfago e o estômago. Isto ocorre principalmente em pessoas com hábitos inadequados, como os de ingerir alimentos gordurosos, cítricos ou chocolate em excesso, comer rápido, tomar bastante líquido durante as refeições, comer poucas vezes e em grande quantidade, e jantar tarde. Destacam-se também outros fatores como excesso de peso, fumo, consumo de álcool e estresse exagerado, os quais podem contribuir para o aparecimento e a perpetuação da doença. Há ainda os pacientes com um defeito anatômico, conhecida como hérnia de hiato. A hérnia enfraquece a válvula e contribui bastante para o aumento do refluxo gastroesofágico. No entanto, pouco se sabe porque certas pessoas têm hérnia e outras não.
Na suspeita de doença do refluxo, o que devo fazer?
Você deve procurar um médico clínico geral ou especialista em gastroenterologia. Ele vai detalhar os seus sintomas em uma simples consulta e definir a necessidade ou não de exames, como a endoscopia. Lembre-se que a automedicação é uma conduta errada, podendo mascarar problemas de saúde mais graves ou dificultar o diagnóstico correto da doença do refluxo no caso da persistência dos sintomas. É bom lembrar que medidas promotoras de saúde são sempre recomendáveis, como se alimentar mais devagar, diminuir o consumo de alimentos gordurosos, controlar o peso, parar de fumar e reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas.
- Bioimpedanciometria
- Endoscopia Digestiva
- Colangiopancreatografia
- Colonoscopia
- Ph Metria Esofágica
- Manometria
- Videolaparosopia Diagnóstica
