Equipe Multiprofissional
 

   


 

Psicólogia

 

O tratamento da obesidade mórbida é um processo que não inclui apenas a cirurgia, deve ser acompanhado por uma mudança no jeito de viver. Mas modificar o jeito de viver nem sempre é fácil. Transformar significa mexer em um sistema que, até agora, estava acostumado a se equilibrar de uma determinada forma e por isso, causa desconforto, implica em abandonar costumes antigos e desenvolver novos potenciais. E é isso que acontece durante o processo da cirurgia da obesidade. Através do exercício da reflexão e de um olhar treinado para observar aspectos desconhecidos da nossa personalidade, conseguimos nos dar conta de como e por que funcionamos de determinada maneira, sabendo quem somos, conseguimos nos transformar com mais facilidade.
Consiste em acompanhar o paciente, esclarecendo possíveis dúvidas frente ao procedimento, desmistificando medos, angústias, fantasias, expectativas.  
“Todo momento de mudança pode e deve ser encarado como uma oportunidade para crescer”.


 

Fisioterapia

A cirurgia bariátrica tem sido crescentemente utilizada para o tratamento de paciente com obesidade mórbida.  Apesar de seu consagrado benefício quanto à redução de peso, aumento na longevidade e promoção da qualidade de vida, é cercada de potenciais complicações, dentre as quais as doenças respiratórias. A prevenção e o manejo destas complicações em nível hospitalar requerem condutas embasadas cientificamente, envolvendo a área da pneumologia e da fisioterapia.
Qual o papel do fisioterapeuta na minha recuperação pós-cirúrgica?
A abordagem fisioterápica é realizada no primeiro contato com o paciente após a cirurgia, na sala de recuperação. Prossegue com o acompanhamento do paciente até o leito de internação, onde recebe orientações quanto ao posicionamento, saída do leito e deambulação precoces. É também orientado a realizar exercícios respiratórios para promover a expansão pulmonar, em especial com exercícios ativos e com inspirometria de incentivo. Finalmente, o tratamento fisioterápico assiste na remoção de secreções pulmonares, e estimula a realização de exercícios de membros inferiores e deambulação.



Fonoaudiologia


Qual é a  atuação da Fonoaudiologia no tratamento da cirurgia bariátrica?

A fonoaudiologia tem o objetivo de orientar, conscientizar, treinar e habilitar o indivíduo para realizar as funções orofaciais de mastigação, deglutição e sucção de forma eficiente para uma nova modalidade de alimentação, contribuindo, assim, na busca da instabilidade nutricional e na prevenção de riscos à saúde.
No pré-operatório é realizado um acompanhamento com avaliações no sistema sensório motor oral e orientações quanto às funções do mesmo. No pós-operatório há uma grande mudança no hábito miofuncional orofacial para adequar o paciente a nova alimentação e tornar a mastigação adequada para obter uma função consciente.
Uma mastigação defeituosa influi no processo digestivo, que contribuirá para o estresse gastrointestinal. Além disso, uma mastigação deficiente influenciará no desequilíbrio muscular, podendo ocorrer deformações dentofaciais.
Na atuação fonoaudiológica deparara-se com a ocorrência de distúrbios de alimentação e da comunicação. Portanto, amplia-se o interesse fonoaudiológico na cirurgia bariátrica.



Nutrição


A prevenção é a melhor solução para todos os problemas e o papel do nutricionista é antes de tudo, auxiliar o paciente na detecção de seus maiores problemas e dificuldades correlacionadas com alimentação e buscar alternativas e soluções.  Durante o tratamento o paciente é parte ativa do processo e o sucesso está intimamente relacionado com o grau de comprometimento e compreensão de todo o conteúdo. Além disto, acredita-se que uma mudança no comportamento alimentar, baseada em um processo de aprendizado, é a forma mais efetiva para que esta mudança seja sustentada.

Pré-cirurgia

A mudança do hábito alimentar é fator imprescindível para a perda de peso, assim como para a manutenção desta perda. Desta forma, podemos dizer que independente da causa ou tipo de obesidade, a reeducação alimentar é fundamental, devendo estar associada a um adequado programa de atividade física. Através de alterações simples e práticas o paciente gradativamente conscientiza-se e prepara-se para as mudanças que seus hábitos alimentares irão sofrer. O objetivo principal é treinar o paciente a comer devagar, mastigando bem os alimentos, mastigando bem os alimentos, em pequenas porções e estar motivado a uma escolha com qualidade. Este processo facilitará o pós-operatório, evitando desconfortos e favorecendo a perda de peso saudável, principalmente a massa gorda.

Pós-Cirurgia
Os primeiros dias de pós-operatório, o paciente passa por três períodos:  dieta líquida, cremosa evoluindo para pastosa. Ao final deste período, torna-se possível uma evolução gradativa para os sólidos. Orientado pelo nutricionista o paciente passa a ter uma alimentação “normal”, com volume reduzido e melhor qualidade. Neste momento os pacientes percebem de forma bem significativa uma baixa sensação de fome associada a uma saciedade precoce, o que auxilia muito no processo. Uma dieta mal conduzida pode acarretar uma série de problemas, dentre eles destacam-se as deficiências de nutrientes importantes.

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